2017/11/20

Cinzeiro antigo da Casal em metal


Há quem atribua estatuto ao acto de fumar. E acaba por ser irónico que muitas vezes uma prática - que é um vício, ao qual se está agarrado, é associada a liberdade... É caso para se dizer que com publicidade, consegue-se muita coisa.

Andar de motorizada pelo campo, também é sinónimo de liberdade, pelo que não é de admirar que a Metalurgia Casal tenha feito este brinde publicitário, concretizado num cinzeiro com uma motorizada de cross vista de lado.

A motorizada aparenta ser uma Casal K 188, numa versão preparada para competição. Pela temática, este cinzeiro em metal será da década de 70 do século passado.

E assim a colecção de cinzeiros antigos com publicidades a marcas nacionais relacionadas com veículos continua a aumentar.

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2017/11/19

Ciclomotor Micromotor Cucciolo Ducati - Depósito de combustível


Também este depósito de combustível antigo, para ciclomotor de marca Micromotor Limitada, equipado com motor Cucciolo Ducati esteve para venda na 25.ª Automobilia de Aveiro / 2017

Estava pintado com um esquema cromático que tinha a cor cinzenta como base, havendo elementos gráficos na lateral, com listas a preto e preenchido a branco, no centro do qual eram colocadas as chapas em metal com relevo.

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2017/11/18

Folheto do quadriciclo Motalli City-Car 4


A Motalli, fez um percurso um pouco diferente dos outros construtores nacionais, apostando em modelos mais específicos ou diferentes e optando por ter uma gama alargada de tricarros para diferentes fins.
Um desses modelos é o Motalli Citi-Car 4, que como se adivinha pelo nome, tinha 4 rodas e não 3 como acontecia nos outros Motalli City-Car. Este pormenor dava-lhe um ar mais seguro, tornando-o num micro-carro de fabrico português.

O folheto que divulgamos de Motalli City-Car 4 foi publicado pela Alberto Carvalho Araújo & Cª, Lda. e tem um exemplar com bancos individuais, em vez dos tradicionais bancos corridos. Sendo uma opção que o cliente podia escolher, tinha um acréscimo no preço. Em determinada época um exemplar assim custa 977.000$00, enquanto que a versão base custava 910.000$00.
O cliente podia ainda escolher entre um motor automático ou um com velocidades, com 49,2 cc e 49,9 cc respectivamente (ou então escolher uma versão alterada para 75 cc, por mais 25.000$00).

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2017/11/17

Referência a Sado 550 no vídeo "Nas entrelinhas de Tonton Lulu"


Se há uns dias falávamos do blindado Chaimite em forma de graffiti que está numa parede de uma rua em Lisboa, há uns meses falámos da miniatura do Sado 550 que apareceu numa montra na cidade do Porto. Tudo apropriações que vão acontecendo no mundo das artes e onde os veículos nacionais ganham preponderância e importância, como elementos iconográficos.

Hoje divulgamos mais uma dessas apropriações, mas relativa à literatura.
No vídeo de apresentação do livro Tonton Lulu, intitulado  "Nas entrelinhas de Tonton Lulu", das Edições Serrote, há referência a um Sado 550, que foi o automóvel usado por uma das personagens ir para França.
De forma descontraída as crianças vão ficando a conhecer os veículos feitos em Portugal!

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2017/11/16

Envelope antigo bicicletas de corrida Suria


No seguimento da publicação de um Folheto antigo das bicicletas Suria, da Sucena & Faria, Lda, divulgamos o verso de um envelope onde podemos ver a mesma bicicleta que aparece no folheto referido, bem como referências aos artigos vendidos pela Sucena & Faria, do Porto.
Também vendiam as motorizadas "S&F", com motores Casal, Sachs, Zundapp e Puch; bem como atrelados e triciclos motorizados.
Agradecemos a Nelson Ferreira pela colaboração (obrigado!).

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2017/11/15

Bicicleta Nevada Cycles - 8.º Passeio Pasteleiras Pinhal Novo


E continuamos a inventariar marcas novas no blogue Rodas de Viriato.
Esta bicicleta antiga, tipo pasteleira, é de marca Nevada Cycles e foi vendida por António Sousa Vela, de Oliveira do Bairro.

Como se pode ver pela gravação do metal na testa do quadro, este foi fabricado pela Sangal.

Esta bicicleta participou no 8.º Passeio de Pasteleiras de Pinhal Novo e estava equipada com alguns extras, como acontecia há uns anos quando funcionava como viatura de trabalho.

Uma marmita metálica no suporte de mercadorias e uma buzina a ar no guiador decoravam esta bicicleta pasteleira com travões de alavanca.

As hastes dos pedais eram da Fapril e o selim em couro era da Tabor, sendo do tipo 50.

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2017/11/14

4.º Passeio de Bicicletas Antigas da Trofa


É já no próximo fim-de-semana que se realiza o 4.º Passeio de Bicicletas Antigas da Trofa.
Está previsto começar pelas 10 horas e terminar pelas 12 horas. O ponto de encontro é nos parques Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro. No final haverá porco no espeto e convívio
Para inscrições e mais informações, usar os contactos existentes no cartaz.

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2017/11/13

Bébécar Auto Fórmula-1 - Catálogo Bébécar (capa azul)


E continuando a divulgar o catálogo Bébécar com capa azul, apresentamos dois modelos do carrinho a pedais Auto Fórmula-1, tendo um deles a carroçaria em plástico vermelho e o outro em plástico amarelo. As publicidades / decorações gráficas que têm, também são diferentes. Um deles tem o emblema da Alfa Romeo e o outro tem o emblema da Renault.

Estes carrinhos a pedais da Bébécar pesavam 7 quilogramas e tinham a referência 2.04.007.

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2017/11/12

Bicicleta Cosmos Super Prestige - 25.ª Automobilia de Aveiro / 2017


Podemos dizer que na 25.ª Automobilia de Aveiro / 2017 havia de tudo com rodas e para todos os gostos.

Quem gosta de fazer exercício físico, enquanto passeia ou se diverte, havia esta bicicleta de ciclismo antiga de marca Cosmos.

Pelos componentes que tinha, não seria fácil pensar que foi fabricada em Portugal, mas a realidade é que foi.

Estava pintada de cor verde, tendo a extremidade do quadro e da forqueta a terminar em amarelo. Este pormenor combinava com a faixa lateral de borracha amarela existente nos pneus.

Esta bicicleta tinha 10 mudanças, tendo os selectores colocados no quadro, perto da coluna da direcção.

Pelos componentes e aspecto seria dos anos 90, mas nada disto a impede de deixar muita bicicleta para trás.

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2017/11/11

Calendário antigo da Masac de 1973


Nos dias que correm, muitas pessoas recorrem a bancos de imagens quando querem uma fotografia para ilustrar uma publicidade. Esta situação, resultante em parte da destrutiva senda da busca pelo mais barato, faz com que se perca identidade e exclusividade. Assim não é preciso fazer deslocações, contratar modelos e fotógrafo, alugar adereços ou cenários, pedir autorizações... Mas antigamente nem sempre se pensava assim, e este calendário mostra isso mesmo.

Nele podemos ver duas motorizadas Casal em frente ao Portão de Armas, do forte de São Francisco Xavier do Queijo, na cidade do Porto.
Como se isso não fosse suficientemente bom, ainda se recorreu a uma modelo (meio acrobata...) que se colocou em cima dos selins das motorizadas, a sorrir de braços abertos.

Tudo isto para se fazer a imagem que foi usada para o calendário publicitário da Marcelino dos Santos & Companhia, Lda., que vendia as motorizadas Masac e Casal.
O calendário é de 1973, mas foi impresso em Dezembro de 1972 na Lito Ignis, no Porto, numa edição de 40.000 exemplares.

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2017/11/10

Chapas antigas motorizadas Vedeta


As motorizadas de marca Vedeta eram vendidas por Álvaro Alves da Silva, de Sangalhos.
Esta chapa antiga está nova e nela podemos ver que o elemento central era uma letra "V" maiúscula, dentro de uma circunferência.

Tendo um nome tão pomposo, os outros elementos decorativos são naturalmente uma coroa e várias estrelas.

A empresa Álvaro Alves da Silva também vendia bicicletas de marca Vedeta e das marcas Deusa, Falcão, Tulipa e Sirines.

Estas chapas estão disponíveis para troca ou venda. Para mais informações, usar o contacto de e-mail existente no lado direito do ecrã.

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2017/11/09

Sericértima - novidades nos autocolantes para motos / motorizadas


A Sericértima é uma empresa conhecida por quem faz restauros de motorizadas antigas devido ao grande número de autocolantes novos que tem disponíveis para quem precisa de ajuda.

O catálogo de marcas / modelos disponíveis está sempre a ser aumentado e actualizado. Recentemente na secção "Diversos" passaram a estar disponíveis autocolantes para as motorizadas Masac Bellita, sendo impressos em vinil com protecção ultra violeta.

Na página 5 das "Novidades" temos mais marcas disponíveis, como a B.S.A., a Betor e a Vilar.

Na mesma página encontram os autocolantes para a Vanguard 500-S, que tem um avião supersónico a voar pelo espaço.
E já sabem, se não encontram o que procuram, entrem em contacto com a Sericértima, que fazem autocolantes a pedido do cliente.

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2017/11/08

Alfinete de lapela EFS - Emblema sobre estrela azul


Depois de divulgarmos o alfinete de lapela EFS, com emblema sobre estrela vermelha, mostramos agora a versão que tem o emblema da EFS sobre fundo azul.

Este alfinete de lapela ainda tem a mola de segurança que impedia que ele saísse do tecido e se perdesse.

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2017/11/07

Motorizada Famel Foguete S-21 - 17.º Encontro Motas Antigas Pinhal Novo


Não foi só a motorizada Forvel Concorde que nos despertou a atenção durante o 17.º Encontro de Motas Antigas de Pinhal Novo.

Uma das motorizadas presente no passeio que estava literalmente com a patine do tempo, era esta Famel Foguete S-21, transformando-a numa cápsula do tempo.

Junto do suporte de mercadorias era possível ver o fecho do compartimento onde se guarda a bomba de ar para encher os pneus.

Esta Famel Foguete S 21 estava equipada com motor JLO de 1966.

Estava muito completa, tendo ainda o farolim em forma de lupa, mesmo por cima da matrícula.

E o guarda-corrente ainda estava no sítio.
Junto da zona do motor, também era possível ver as borrachas dos pisa-pés com a palavra "Famel" em relevo.

Mas esta motorizada tinha mais elementos que nos levam para o Portugal de antigamente, nomeadamente o tampão do depósito que fazia publicidade à Sacor e uma placa d' A Social - Companhia Portuguesa de Seguros.

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2017/11/06

Foto com automóvel Ximba e jipe Portaro em 1977


E assim terminamos a comemoração do 11.º Aniversário Rodas de Viriato!
Qualquer motivo é bom para trazermos à luz do dia novas fotografias e informações sobre a história dos automóveis fabricados em Portugal e é o que fazemos hoje.
A partir de uma fotografia publicada na revista Auto Mundo n.º 68 de 1 a 15 de Outubro de 1977 e de uma conversa com Manuel Romão de Sousa (a quem agradecemos a disponibilidade, prontidão e partilha de informações aqui publicadas), pudemos contextualizar esta fotografia e saber mais sobre o desenvolvimento do que viria a ser o automóvel Sado 550.

Para facilitar a escrita, vamos por partes:
- Passava pouco mais do que um ano, desde que se tinha feito a revolução do 25 de Abril de 1974. O país atravessava dificuldades e era necessário modernizá-lo e criar riqueza. Em 1975 o Entreposto deu o seu contributo neste esforço, com dois veículos com fins e características muito diferentes: o automóvel Sado 550 e a carrinha Datsun Sado.
- A fotografia foi tirada junto dos hangares da Entreposto Industrial em Praias do Sado (Setúbal).  Neste espaço havia três zonas distintas. Do lado direito de quem entrava nas instalações, situava-se o pavilhão de metalomecânica; do lado esquerdo havia outro pavilhão igual, onde se fabricavam frigoríficos e ao fundo situava-se a linha de montagem de automóveis (que mais tarde foi vendida à Renault). Nesta linha de montagem eram fabricadas as carrinhas Datsun Sado; mas também os jipes Portaro, da Garagem Vitória.
- Estávamos no I Governo Constitucional e o Ministro da Indústria e Tecnologia era o engenheiro Nobre da Costa (na altura um independente), que fazia parte do governo de Mário Soares (na imagem seguinte, numa filmagem durante uma festa do PS, na Fonte da Telha, em 1979).

- A foto terá sido feita durante uma visita que Nobre da Costa fez à Entreposto Industrial, onde viu uma demonstração do protótipo do modelo Ximba, do Entreposto (mais tarde designado de Sado 550) e José Megre terá conduzido o protótipo entre Setúbal e Praias do Sado.
- No canto inferior esquerdo da fotografia vê-se uma parte da zona dianteira de um chassi do Sado 550 que esteve disponível para observação.
- Esta viatura provavelmente teria um motor Honda CB 360 cc, com 2 cilindros. Tendo sido produzidas 5 unidades destas para testes. A que vemos na imagem tinha o pára-brisas dianteiro a direito - pormenor que depois foi alterado na denominada 2.ª série do Sado 550, quando passou a ser curvo.
- No deflector frontal vê-se (por baixo, a meio) uma parte recortada de modo a favorecer o arrefecimento do cárter do motor. Como este era de moto, tinha uma cabeça onde trabalhavam os cilindros, que arrefecia com a passagem do ar. Mas o resto poderia não arrefecer, pois receava-se que a colocação de um motor de moto, num compartimento de automóvel, pudesse trazer problemas - situação que nunca chegou a confirmar-se.
- O engenheiro Manuel Romão esteve ligado ao desenvolvimento inicial do Ximba (desde Agosto de 1975) quando surgiu a proposta do tricarro montado na Famel. Mas não esteve presente nesta demonstração, pois tinha deixado de estar envolvido neste projecto em 1977, quando passou para o projecto das carrinhas Datsun Sado.
- Do Sado 550 terão sido vendidas 251 unidades e construídos mais de 20 protótipos (tendo em conta que em alguns eram mudados componentes mecânicos à medida que se iam realizando testes, sem que existisse necessidade de criar outro protótipo de raiz). O Ximba - mais tarde rebaptizado de Sado 550, teve o processo de industrialização do fabrico muito demorado - aproximadamente 7 anos, tendo em conta o número de anos que o automóvel teve de desenvolvimento, até estar disponível para ser comprado pelo público em geral. As vendas começaram em 1982 e terminaram em 1986. A denominação "550" está relacionada com a cilindrada do motor escolhido, o Daihatsu AB20 com 547 cc.
- Na imagem vê-se que por cima da zona dos faróis, há uns ganchos a prender o capot. Este pormenor, tal como a inexistência de portas no exemplar da foto, justificam-se pela seguinte situação: havia elementos mecânicos que ainda não eram os definitivos. Por exemplo: não tinha sistema de dobradiças nem fechaduras nas portas, pois complicavam os trabalhos, optando-se por as colocar e tirar quando era preciso. Na altura a prioridade era estudar pormenores mecânicos (como a questão do suposto aquecimento do motor, já referida anteriormente). Assim sendo, estes Ximba nunca foram montados integralmente.
- Na fotografia é possível ver à direita uma pessoa de casaco, era Nery de Oliveira, na época um colaborador do Entreposto Comercial, do Gabinete de Estudos e Projectos - que mais tarde passou para o Entreposto Industrial e depois regressou novamente para o Entreposto Comercial, de acordo com os projectos em que estava envolvido. Nery de Oliveira tinha muita bagagem técnica para resolver problemas técnicos e foi ele quem teve a ideia das molas da suspensão usadas neste automóvel.
- Na fotografia é ainda possível ver operários da linha de montagem da Entreposto Industrial. Mais à esquerda temos o mecânico Álvaro Santos (da Entreposto Comercial) que também foi para a Famel em 1975, para trabalhar no desenvolvimento do tricarro já referido.
- Falta ainda falar do engenheiro Reis Tomás que foi quem ficou responsável pelo desenvolvimento do automóvel, no momento em que Manuel Romão passou para o projecto Datsun Sado. Foi ele que teve a tarefa de encontrar algumas das peças usadas no Sado 550, tanto no mercado nacional, como no mercado internacional. Em relação a este último, a tarefa foi mais complicada devido ao estado das finanças portuguesas na época, que obrigava a esperar pela autorização governamental para que se pudesse importar material. Se o motor e a caixa de velocidades vinham do Japão, o diferencial traseiro vinha de Itália.
 - Para concluirmos e para se perceber melhor a linha temporal do automóvel Sado 550 e da carrinha Datsun Sado, o Sado 550 desenvolveu-se de 1975 até 1985, enquanto que a Datsun Sado desenvolveu-se de 1977 a 1982, tendo sido fabricadas aproximadamente 2000 unidades (média de 80 por mês / 800 por ano). Da Nissan vinha a mecânica da carrinha, o motor e a caixa de velocidades. Há ainda a referir que o Sado 550 demorou mais tempo a desenvolver porque foi um projecto que foi criado de raiz pelo Entreposto, enquanto que a carrinha Datsun Sado foi um projecto proposto pela Nissan, já desenvolvido e pronto a implementar. Segundo Manuel Romão são dois produtos que resultam da conjuntura da fase da revolução do 25 de Abril de 1974, de um país pouco desenvolvido e que não tinha dinheiro para fazer importações.

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